Paramentação Cirúrgica: passo a passo para não errar no processo!

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Seguir corretamente o passo a paso da paramentação cirúrgica baseia-se em saber a ordem de colocação dos materiais de proteção e como lavar e escovar as mãos corretamente.

Os objetivos da paramentação cirúrgica são:

  • controlar a infecção de sítio cirúrgico (ISC) e a infecção hospitalar (IH);
  • garantir a segurança do paciente e da equipe cirúrgica (Risco Ocupacional); e 
  • proporcionar uma maior qualidade da assistência prestada ao paciente no ambiente cirúrgico.

Confira agora, neste artigo, o passo a passo de como fazer a paramentação cirúrgica e, em seguida, como fazer a lavagem e escovação das mãos de forma correta.

Paramentação cirúrgica: passo a passo da ordem de paramentação

A paramentação cirúrgica resume-se em uniformes privativos, propés, toucas, máscaras cirúrgicas, aventais cirúrgicos, protetores oculares e luvas.

Os tipos de paramentação são aqueles de tecido de algodão ou descartáveis. O tipo que você vai utilizar vai depender das especificações e normas técnicas do hospital.

A ordem correta da paramentação é dividida em três etapas: 

  • 1ª etapa: o profissional veste o uniforme privativo, propés, touca, máscara e óculos. 
  • 2ª etapa: é feita a lavagem das mãos, superficial e escovação.
  • 3ª etapa: o profissional veste o avental cirúrgico e as luvas estéreis.

Agora que você já sabe a ordem correta da paramentação cirúrgica, vamos falar um pouco sobre cada item.

1. Uniformes privativos ou vestes cirúrgicas

Os uniformes privativos ou vestes cirúrgicas (ou ainda, pijama) não são estéreis e devem cobrir os membros inferiores, tronco e axilas.

As vestes devem ser usadas apenas dentro da área do Centro Cirúrgico. Porém, alguns hospitais podem exigir o uso de jaleco ou não há restrições para sair do ambiente cirúrgico com as vestes.

No caso de haver a necessidade de sair em um hospital que o uso das vestes é restrito, deve-se retirar o uniforme, colocar uma roupa convencional e, ao retornar, colocar vestes novas.

A troca por um novo uniforme deve ser feita na área de proteção. Outras situações em que as vestes devem ser trocadas são depois de cirurgias prolongadas, quando estiver molhado e se houver penetração por sangue ou outros fluidos (nesse caso, sendo preciso fazer a troca imediatamente).

2. Propés

Os propés também devem ser colocados na área de proteção. O objetivo do uso é evitar a infecção por microrganismos vindos da sola do sapato e garantir a proteção da equipe.

Há controvérsias sobre a eficácia dos propés, por isso em muitos hospitais a opção de usar é uma decisão pessoal.

O uso só é obrigatório em procedimentos com grande e evidente contaminação.

3. Gorros ou toucas

As toucas não são estéreis e devem ser usadas para evitar a contaminação do campo cirúrgico com cabelos e microrganismos do couro cabeludo.

Pessoas com cabelos longos devem fixá-los com grampos ou redes antes de colocar a touca. Ainda assim, podem surgir infecções devido aos tais microrganismos.

4. Máscaras cirúrgicas ou protetores respiratórios

As máscaras cirúrgicas ou protetores respiratórios devem cobrir a base nasal até o mento e devem ser bem ajustadas para impedir que o ar saia pelas laterais.

Seu uso é obrigatório para todos da equipe e deve ser trocada antes do início de cada procedimento, a cada 4 horas de uso ou quando molhada ou suja.

As máscaras com dupla gaze de algodão ou polipropileno ou poliéster são as mais preferíveis para filtrar melhor o ar expirado.

5. Protetores oculares ou óculos de proteção

Os óculos são muito importantes para proteger os olhos de secreções do paciente, porém os profissionais apresentam certa resistência ao uso.

6. Aventais cirúrgicos

Os aventais cirúrgicos são estéreis e são colocados por cima do uniforme privativo. Seu objetivo é proteger o profissional de secreções e evitar a disseminação de microrganismos da pele dele.

Esses aventais devem cobrir membros superiores até o punho, membros inferiores até o joelho, e o tronco. Eles possuem uma única camada de tecido, geralmente algodão ou brim.

O avental deve ser confeccionado em tamanhos adequados para garantir o fechamento completo, conforto e total cobertura a partir do pescoço e membros.

Como o avental cirúrgico requer uma atenção maior na hora de vestí-lo, vamos abordar o assunto em um novo tópico para facilitar a compreensão.

Bônus: Como vestir o avental cirúrgico

Os aventais são dobrados de forma que a parte externa e as mangas fiquem voltadas para dentro.

Sendo assim, deve-se pegar o avental pela gola, afastando-o de qualquer local que não seja estéril. 

Segurando-o na altura dos ombros e com as mãos elevadas, deve-se deixar que ele se desdobre sozinho, sem sacudir.

Para vestir, deve-se tocar apenas na parte interna e o fechamento é feito com o auxílio de um circulante.

Não deve fazer nenhum esforço para passar as mãos pelos punhos do avental para não friccionar e desenvolver bactérias. 

7. Luvas cirúrgicas

As luvas cirúrgicas são estéreis e utilizadas pela equipe para protegê-los contra fluidos e evitar microrganismos das mãos no paciente.

Essas luvas são feitas de látex ou silicone e podem variar de tamanho (entre 6 e 8). Na hora de vestir, o profissional tem duas opções.

Ele pode vestir sozinho, já que, de forma padronizada, as luvas vêm na embalagem protetora com o punho virado para fora.

Então, é só pegar pela dobra. Com a mão direita, pega-se a luva esquerda e introduz na mão esquerda. E com a mão esquerda parcialmente enluvada, pega-se pela dobra da luva direita e introduz na mão direita.

Outro método de vestir a luva cirúrgica é com o auxílio do instrumentador. 

Paramentação cirúrgica: como fazer a lavagem e escovação das mãos

A lavagem das mãos começa ao molhar as mãos e antebraços com água corrente. Um ponto muito importante é nunca abrir a torneira manualmente, ela deve ser acionada por pé ou cotovelo.

A seguir, acompanhe o passo a passo da lavagem e escovação das mãos:

  1. Lave as mãos e antebraços, até a região do cotovelo, utilizando água corrente e sabão antimicrobiano.
  2. Abra as embalagens individuais contendo espátula, escova, espuma e anti-sépticos para escovação.
  3. Limpe as áreas subungueais com as espátulas.
  4. Com a espuma, distribua o anti-séptico nas mãos e antebraços.
  5. Escove as faces lateral e medial de cada dedo, as comissuras interdigitais, o dorso e a palma da mão.
  6. Passe para o antebraço e depois para o cotovelo, mantendo as mãos elevadas.
  7. Repita o processo no outro membro.
  8. Enxague as mãos, antebraços e cotovelos. Esse processo deve ser feito utilizando a água em somente uma direção, das mãos para os cotovelos, sem movimentos dos membros pra frente ou para trás.
  9. Siga para a sala cirúrgica mantendo as mãos acima do nível dos cotovelos.
  10. Seque as mãos com compressa esterilizada, obedecendo a direção das mãos para os cotovelos, com movimentos compressivos e não de esfregão.

Todo o processo deve durar cinco minutos para a primeira cirurgia e três minutos entre dois procedimentos.

No vídeo abaixo podemos ver melhor e de forma mais prática como é feita a lavagem e a escovação das mãos, além de erros comuns que ocorrem no processo. Confira:

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